Cachoeira do Sul, onde o campo ainda é o grande gerador de riqueza, cultiva hoje a segunda maior lavoura de soja do Rio Grande do Sul

Cachoeira do Sul, que tira do campo 60% da riqueza gerada por sua economia, possui hoje a segunda maior lavoura de soja do Rio Grande do Sul. São 130 mil hectares, atrás apenas de Tupanciretã, que planta anualmente 142 mil hectares.

 

A área ocupada hoje em Cachoeira pela soja é quase quatro vezes maior do que a destinada ao arroz, segundo dados da Emater. Para chegar a 130 mil hectares, a lavoura de soja aumentou 2,36% nesta última safra. O crescimento é semelhante ao registrado pela Emater no estado, onde a área destinada para a soja chega a 4,855 milhões de hectares.

Os agricultores estão motivados pelos preços remuneradores da soja nos últimos anos e muitos optaram pela conversão de pastagens em novas áreas de soja ou simplesmente colocaram em rotação com o arroz. Cachoeira do Sul caminha para em poucos anos ser o principal produtor de soja do estado, pois está perto de Tupanciretã no ranking e possui área disponível para este crescimento.

Diante do crescimento da produção de grãos, é preciso melhorar as condições das estradas do interior para escoar a safra em Cachoeira do Sul.

Somente uma parte insignificante da colheita fica armazenada nas propriedades e quase toda a produção é transportada imediatamente.

Uma vantagem da região de Cachoeira é a localização privilegiada em relação ao escoamento da produção em direção ao Porto de Rio Grande e pela disponibilidade de armazéns e silos de empresas e cooperativas suficiente para armazenar a produção de soja. A Granol investiu alto na região em unidades para recebimento de soja no entorno de Cachoeira. Isso facilita o acesso para os produtores.

Fonte: Anuário de Cachoeira do Sul, 2015.

Disponível em:  https://www.jornaldopovo.com.br/anuarios/2014/anuario/materias/301/soja_a_salvacao_da_lavoura.htm